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Oi, Governo do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura convidam

CELACANTO de Odir Almeida

6 de Julho até 5 de Agosto de 2018

OI FUTURO – FLAMENGO

Visto de fora, nenhum mar é tão cantado, filmado e fotografado quanto o de Ipanema, a praia mais famosa do Brasil. Visto de dentro, porém, o mar é todo mistério, força, beleza, violência e vida, em diálogo pulsante e mutante com a cidade, sua paisagem e seus habitantes. É esse outro Rio, sob o ponto de vista de um peixe abissal cujas barbatanas, segundo o seriado National Kid, provocavam maremotos, que Odir Almeida traz para Celacanto, com fotografias e vídeos captados, literalmente, de dentro do mar, com mirada para um campo visual em permanente movimento – o oceano nada pacífico entre as montanhas do Arpoador e Gávea/Dois Irmãos. Sempre presentes, mas nunca as mesmas, sob o olhar dramático de um ser aquático. 

 

Para o artista, nenhum distanciamento é possível. Na madrugada ou ao entardecer, sob sol ou chuva, Odir troca a pele pelo colete, embala câmera e lentes na caixa de estanque, e se joga, de corpo e alma, para dentro do seu objeto de desejo. Como um animal caçador, com membros/barbatanas/nadadeiras revolvendo as águas para se equilibrar, segue capturando, na forma amorfa do meio líquido, o espírito de uma paisagem carioca que só um Celacanto poderia perceber. É um outro Rio, que surge nesse horizonte capturado da linha d’água para a terra: montanhas dialogam em pujança, ondas se agigantam e explodem sobre si mesmas, pedras viram baleias, água vira granito, manto e véu; maremoto vira beleza, em um mar que ora acaricia e se integra, ora avança ameaçador sobre a cidade. 

 

Celacanto convida o público a contemplar, experimentar e ressignificar o olhar sobre a cidade, a partir de um ícone de sua paisagem, através das lentes da câmera, sensibilidade e processo radical de Odir Almeida. É também uma metáfora dos atuais “tempos líquidos”, marcados por alterações climáticas, aceleração tecnológica, movimentos migratórios e incertezas, em que nada permanece igual e no mesmo lugar. Assim como o mar, sem limites na natureza e sem bordas na arte contemporânea. 

 

 

Seen from the shore, no stretch of the ocean is as sung about , filmed or  photographed as that of Ipanema Beach , the most famous beach in Brazil. Seen from within the ocean, however, the sea is all mystery, strength, beauty, violence and life itself, a pulsating and mutant dialogue with the city, its landscapes and its inhabitants. It is this other Rio, from the point of view of an abyssal fish whose fins, according to the  National Kid series, caused tidal waves, that Odir Almeida brings to Cellochanto. With photographs and videos taken literally from within the sea, one gazes at a visual field that is in permanent movement - the never still ocean between the  of  rocks of Arpoador and  the mountains of Gávea’s two brothers, or  Dois Irmãos. The always present, but never the same, sea, as seen through the dramatic eyes of an aquatic being.

 

For the artist Odir, no distance is possible. At dawn or at dusk, come sunshine or rain, Odir covers bare skin with his special vest, where he packs cameras and lenses into the pond box, and throws himself, body and soul, into his object of desire. As a hunter animal with limbs as fins , constantly  in motion for balance, Odir captures , in the amorphous form of the liquid medium, the spirit of a Carioca landscape that only a Cellochan could perceive.

 

It is this other Rio we are shown here; the horizon as captured from within the ocean, where mountains dialogue with the sea, where  waves rise and explode onto themselves, where rocks are  seen as whales, where water turns into granite, mantle and veil, where a tsunami becomes beauty  itself , a sea that  caresses and integrates as it sometimes advances menacingly onto the city.

 

Celacanto invites the public to contemplate and experience this original look of the city, an icon of its landscape,  through the lens of Odir Almeida’s  camera, as it captures with  sensitivity the  radical process that  is Odir Almeida’s photography.  It is also a metaphor of the current "Liquid Times", marked by climate change, technological acceleration, migratory movements and uncertainties, in which nothing remains the same and in the same place. Just like the sea, with no boundaries in nature and no borders in contemporary art.

MARIA ARLETE GONÇALVES - Curadora

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Clipping

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