Depoimentos

"Odir Almeida - 2009

 

O fotógrafo Odir Almeida é de uma geração em que a fotografia se dava através do cinema. Foi seu primeiro olhar de fotógrafo. Até que seu envolvimento com as artes plásticas e com a cultura boêmia da noite carioca o levou a criar o Site soartecontemporanea.com. Na extremidade de uma imagem - junta-se um de seus mestres, Julio Bressane, seu passado idealizado de homem do Catete/Lapa, que agrega, por exemplo, o fotógrafo da cidade do Rio de Janeiro como Milan Alram, somando o olhar do cinema e a fotografia dos anos Modernos, dos anos 50, tão bem documentada por Milan. O artista e idealizador do site soartecontemporanea.com, Odir Almeida, ainda se envolveu com a ação Associados (Ricardo Ventura e Aimberê Cesar – 2007).

Sua passagem pelo CEP 20.000 se deu com um trabalho exposto em 2005. Dali para frente dezenas de experiências e ações em comum, tão imbricadas, que considero o trabalho do soartecontemporanea.com um braço do CEP 20.000. Não como influência direta, já que o artista participou relativamente tarde das experiências do CEP 20.000. Mas o vetor de Autonomia e de mistura de alta cultura e cultura popular: objetos comuns a vários pensadores e artistas do CEP 20.000 e da contemporaneidade.

A mistura criada por Odir Almeida torna os freqüentadores das mostras escolhidas, curadas, por Almeida, personagens de crônicas da Cidade que se mostra através da fotografia, da internet, que faz com que os administradores do Site soartecontemporanea.com tenham a certeza de uma visita de mais de 10.000 pessoas por mês.

Atualmente o fotógrafo Odir Almeida participa da composição do instituto CEP 20.000/CEPensamento que formalizou-se como novo Ponto Cultural da cidade do Rio de Janeiro, escolhido por técnicos da Secretaria Estadual da Cultura e do Ministério da Cultura."

 

 

Guilherme Zarvos,

Escritor,

Doutor em Literatura Brasileira,

Conselheiro da Fundação Darcy Ribeiro e

Presidente do Instituto CEP 20.000/CEPensamento.

Freud, in one of his texts, wrote about oceanic sentiments. Today, he might have changed that to cosmic sentiments, but oceanic sentiments will always be  a part of our daily existence.

 

Odir Almeida's ocean  evoke these and such a large range of sentiments, for so many oceans exist, depending on how we chose it see the sea. Theres the blue blue  Tahiti or Bahama ocean as seen in advertisements, or the tenebrous black and white ocean as seen in this exhibition. The waves are simulacrums of mountains aiming at confusing our senses.  

 

But they don't confuse this photographer, one of the  few who takes  risks and integrates with courageous abandon for his mega adventure.  

 

What  luck is ours  that he always returns enriched with precious gifts from the sea, his secret intimate powerful images.

 

A pioneer of oceans.

 

And then ,  when reaching the shore and sand , what interests  Odir are people from the salt of the earth, people there for leisure, usually in summer, when

Apoador is transformed into a pressure cooker of various identities. 

 

No muses or mermaids, just humans and bustling  humanity. 

 

The desired effect is portrayed  in  classic black and white,almost like  cinema noir, inviting us to be partners in this portentous experience

 

Paulo  prospero

Paulo Próspero

Psychoanalyst

Rio de Janeiro, outubro de 2009

 

O trabalho do Odir é de grande importância como documentação da vida cultural e artística carioca. É um cronista de nosso tempo que privilegia a imagem e certamente será revisitado em pesquisas futuras. Seu site é sempre um contínuo lembrete da efervescência e qualidade do movimento das artes plásticas no Rio.

 

Quando o visito  sempre me surpreendo com a qualidade e quantidade destes eventos e o quanto os cariocas os prestigiam. Sem esta amarra

 ocumental tudo isto se perderia como folhas ao vento.

 

Qualquer pessoa ou comunidade necessita se ver no espelho para saudavelmente se admirar e se amar. Nestes instantes é Eros vencendo Tanatos, é a vitória das artes, da inteligência e da beleza.

 

 É este  júbilo especular que faz com que amemos ainda mais o Rio que nos presenteia não apenas com sua plástica estonteante, mas também com

a surpresa, com o novo olhar, com a sofisticação intelectual, com a beleza inteligente criada por estes notáveis artistas plásticos que aqui vivem ou por aqui passam.

 

Este é o trabalho do Odir, que atua como um cupido pós-moderno. Seus flashes são as setas disparadas para nossos corações e mentes, pois é o arauto da finalização do fazer artístico na celebração das aberturas das mostras.. A arte contemporânea é o objeto de seu amor.

 

This is Odir's work of art, Like a post modern cupid, his flashes and snapshots  are the arrows shot into our hearts and minds, the messenger that concludes the celebration that is the openning vernissage of each new presentation. Contemporary art is the object of his love.

 

Odir, Rio de janiero thanks you

Odir, o Rio te agradece.

Paulo Próspero

Psicanalista

Rio de Janeiro, outubro de 2009

A arte como refúgio

A visita de refugiados africanos à exposição de Odir Almeida, durante do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, marcou o reencontro dos congoleses com o símbolo de sua grande travessia, em busca de um novo país para viver. Diante das projeções fotográficas, os refugiados capricharam no visual, sacaram seus celulares e posaram para dezenas de selfies do Rio, cidade que os acolheu e que também mora no mar.

Maria Arlete  Gonçalves

Rio noir  

 

 

Freud dizia em um de seus textos do sentimento oceânico. Hoje talvez dissesse cósmico, mas o sentimento oceânico será sempre presente pois está mais próximo do nosso cotidiano.

 O mar de Odir Almeida nos traz esses e tantos outros sentimentos, pois vários mares existem, dependendo do olhar que se tem. Há desde o mar azul da publicidade do Taiti ou Bahamas ao mar preto e branco e as vezes tenebroso desta mostra. As ondas são como simulacros de montanhas que tentam enganar nossos sentidos. Mas não engana ao fotógrafo, que é um dos poucos que se arrisca a se integrar, a se tornar um dos seus quando corajosamente , nos abandona e se entrega a esta mega aventura. Nossa sorte é que sempre volta, enriquecido com prendas, com os frutos deste mar, que são suas imagens mais íntimas e secretas. Desbravador de oceanos.

Mesmo quando chega em suas bordas, em suas franjas, em suas praias o que interessa a Odir são pessoas de verdade, comuns, gente como a gente que aí estão no seu lazer, geralmente no verão do Arpoador que se transforma em uma panela de pressão de variadas identidades. Nada de sereias ou musas, mas o humano, demasiadamente humano.

Para tanto, o efeito desejado vem aqui em preto e branco, clássico, quase como em um filme noir, como que nos convidando a sermos seu parceiro nesta portentosa experiência.

Paulo próspero

Psicanalista

Rio, agosto 2016

Se não bastasse ser a vista mais linda deste planeta, Odir revela com seu olhar apurado e sensível uma poesia sem palavras, mas compreensível aos sentidos de toda a espécime humana. Vista do Mar. O que se ver do mar? Se vê o mar,  se vê a cidade, se vê e se vê tudo junto transbordante onde nada mais se pode fazer além de se render e sentir a sua própria mudança diante dessas majestosas ondas de calor e frio na espinha no momento do gozo pleno que explodiu há bilhões de anos.

 

Jose Tannuri